ele deixou qualquer um estupefato. a reação não era das melhores, nem de orgulhar... mas ele sorriu, e bastava. compreensível, até certo ponto. disseram que a felicidade não é válida se causa a morte de outra pessoa, e o chamaram de egoísta. o crucificaram a ponto de toda a felicidade que rondava seu peito virasse pó. e vocês sabem, é difícil ressurgir das cinzas. ele podia dizer que a noite parecia nostalgia, um tanto preto&branco querendo ficar coradinha, mas nenhum esforço era digno.
todas as tentativas falhas, todos os pensamentos soltos só serviram pra confundir ainda mais, ela, ele... o outro. não que esse tenha algum tipo de interferência ou importância, mas colabora. é um tipo de ciclo, vicioso, tedioso que corrompe a rotina, que divide sentimentos, atrapalha a visão até dos maiores especialistas. me incluo. estou cega. até este momento não consegui definir, identificar, decidir... ficou difícil continuar fingindo depois de todas as tentativas dele de me afetar. até porque ele é cínico, sabe melhor que ninguém que até a respiração dele me derruba. terceiro ato, e eu ainda estou aqui, olhando para todos os lados em "estado de desequilíbrio".
me abraça, me beija... deixa que a noite nos leve, que as mãos se encaixem assim como o resto. você sabe melhor que ninguém que pra esse pesadelo passar, eu só preciso de uma coisa.. você.