"E de como a gente se agarra a uma migalhinha de razão de areia flutuando num mar bravo. E da mesa com cinco amigas preocupadas, me vendo chorar no restaurante, enquanto sorrio e choro de novo. Eu gosto disso tudo, desse drama todo, dessa dor, das minhas olheiras, da minha face afundada pelo murro do amor. Eu gosto como as músicas e os filmes e as praias e os livros e os silêncios e as nuvens e os abraços e a noite e tudo ficam gritantes e insuportáveis e brilhantes e verdadeiros. De mim zumbi, do corpo que parece ter apa-nhado até cair inconsciente, do quase vomito ansioso e latejante no meio do peito.Então não se preocupe. Você não importa mais. Você já pode ir. Não me lembro mais seu nome ou cheiro ou o que sinto quando sua mão esmaga minha pele arrepiada. Eu sou um vampiro que sobrevive em beber o próprio sangue. Eu só preciso das pessoas para que elas me salguem. Me deixe assim e depois apenas me deixe. Agora eu fico aqui, me chupando até que eu perca novamente o gosto." Tati

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