não é questão de idade, afinal, são só 30 anos. qual o problema dos 30 anos? Alice pode te responder essa questão com os pés nas costas tirando a cutícula do mindinho. 31 anos, quase 32, trocentos namorados deixados pra trás, solteira, "entre empregos" e um diploma de design de interiores na parede enfeitando a sala de poucos móveis no apartamento duplex cujo o aluguel está dois meses atrasados. o que também não é problema, porque Alice não vê nada demais em desenrolar com o dono do AP que é totalmente apaixonado por ela. coitado.
parece o caos? é o caos pra algumas pessoas. mas Alice estava calma como uma pena caindo de um prédio de 60 andares. recentemente tinha mudado a operadora do celular pra alguma bem pouco cotada e de preferência bem diferente de dona Lívia (sua mãe) que gastava todos os créditos do celular pra ligar de 2 em 2 horas pra saber se a última entrevista de emprego tinha dado certo. mal sabia ela que Alice não foi na última e nem pensava em ir na próxima. coitada.
acontece que fazia tempo que Alice tinha desistido de se desesperar. como toda e qualquer mulher mera mortal do mundo, ela já tinha perdido muitas unhas para seus dentes em alguma luta contra a ansiedade, muitos cabelos nas tentativas frustradas de achar a cor da felicidade, muitos dias pra tpm exagerada e muitas, muitas lágrimas pro amor não correspondido. ela já tinha perdido até demais, mas isso não vem ao caso, não agora.
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